O dilema do ouro
A cotação do ouro tem o poder de afetar sériamente a cotação das moedas e ultimamente bem mais do que fatores macroeconômicos, pelo simples fato de que está difícil determinar que direção a economia mundial está tomando.
Como mostrado no gráfico acima, o ouro encontra-se nesse momento numa encruzilhada, preso entre as médias móveis de 50 (azul) e 200 (preto) horas tentando achar uma direção e com isso arrastando a maioria dos principais pares de moedas consigo.
Some-se a isso a insegurança da crise subprime, petróleo atingindo 140 por barril, inflação tanto em territórios americano como europeu e boatos de um possível retorno à política de taxa de juros zero no Japão, para se terem todos os ingredientes de uma verdadeira salada russa. Aqueles que acompanham os gráficos das moedas provavelmente puderam constatar esse fato.
Na sala de traders que participo todos os dias, a conclusão geral é a de que o ouro precisa achar uma tendência para que as moedas possam seguir seu exemplo. A anedota (um tanto quanto humor negro) que corre na sala agora não é a questão de que moeda é mais forte com relação à outra, mas qual é a mais fraca...
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